terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Dedicado à estrela


                                        "As melhores estrelas nem sempre são as maiores,
                                               Mas os maiores amores são os melhores."

                                                                         Gabriela Duarte.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Ouve.

 
"Ouve-me, ouve o meu silêncio. O que falo nunca é o que falo e sim outra coisa. Capta essa outra coisa de que na verdade falo porque eu mesma não posso."
                                                               Clarice Lispector.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Frisson


O corpo, o rosto, os dentes e os cabelos...
Que se apresentam à frente dos meus olhos,
Me causam estranhas sensações...
É como se alguém estivesse a tocar meus órgãos
com as próprias mãos e a segurar
com força, de tal maneira à puxá-los todos
Brutalmente, de uma só vez para baixo,
Assim sinto que se desprendem minhas
Veias e Artérias, me causando um intenso calor interno,
Imiscível aos outros calores comuns.
Chega a ser indômito!
E esse calor transcende minha epiderme, molhando
Os pêlos do meu corpo de suor, ao que me parece,
que esta mesma mão de força inexpugnável,
Insiste em apertar meu coração e forçá-lo contra
Meus pulmões, o que explica a respiração acelerada e o
"Aperto no peito", porém essa sensação
é tão rápida que deve chegar, no máximo, à 30 eternos e angustiantes
segundos, é como um masoquismo da minha mente, que aprecia estranhamente,
Esta sensação, aparentemente incômoda, porém deliciosamente acônita!

                                                                        Gabriela Duarte

P.s: Este foi o primeiro  texto que escrevi,
só resolvi postá-lo agora, é o meu queridinho, 
espero que tenham gostado, bjs!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

A verdade

Eu já nem ligo que seja de outro algumas vezes
Nem ligo que mude de amor todos os meses
Eu nem sinto mais o seu cheiro e já nem sinto seu toque
Apago todos os traços antes que eles me sufoquem

Eu já nem ligo se os teus beijos não são mas meus
Se minha boca não desliza mais nesse terno corpo
Eu já nem sinto mais a dor do adeus
Tampouco, choro por sentir sua falta

Nem ligo se passeias com outro naquele velho carrossel
Se a canção que cantávamos possui um novo tom
Se não me tens mais como teu tudo, teu chão, teu céu
Se beijas outra boca e agora usando batom

Eu já nem ligo porque sei que não me amas
Eu já nem grito pois outra voz estás proclamando
Eu já nem sinto o seu cheiro que há muito está se espalhando
Mais a verdade, a verdade; é que eu continuo te amando.

                                                                                                                 Jean Lacerda.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

O mundo de um psicopata

Se eu acreditasse em pecado
Se eu acreditasse em Deus
Aqui, seria onde eu iria direto para o inferno
Se eu acreditasse em Inferno

Se eu acreditasse em amor
Em felicidade, e alma gêmea
Aqui; infinitamente triste, eu morreria sozinho
Se eu acreditasse na solidão

Se eu acreditasse nos sonhos
Nos desejos e nas vontades
Aqui, seria onde eu viveria tudo que é irreal
Se ao menos eu acreditasse na ilusão

Se eu acreditasse em sentimentos
Nos seres e a na poesia
Aqui, seria o lugar onde todos viveriam
Aqui, bem aqui no meu próprio mundo.

                                                                                                           Jean Lacerda.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Um pensador romântico

Inquietações eu possuo em meu peito
A minha mente já não para no lugar
Eu só queria um tempo, igual a quando me deito
Onde fico sozinho e não sinto o tempo passar

Um tempo pra me colocar nos eixos, me organizar
Um tempo sentindo que eu sou meu, só meu
Um tempo sem satisfações, ligações ou sentimentos
Eu não queria ter que ser Deus em todos os momentos

A realidade pura é que sei o que quero e quem sou
Eu só não sei o que eu sinto
Ainda possuo as vontades que do meus tempos de criança sobrou
E vivo tão sufocado que já nem sei que horas são

Qual problema é esse que comove a minha'lma?
O problema sou eu, os outros ou o mundo?
Pessoas vem e vão, e eu sequer dou adeus
A vida, os seres, seriam assim no submundo?

Afinal, se tudo passa, eu hei de passar
Eu tenho alguns corações comigo
Eu tenho abraços, ombro amigo
Eu deixarei marcas, por cada canto que trilhar.

                                                                                                                Jean Lacerda.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Um amor em segredo

Falar contigo é tão difícil
Assim como encarar o seu olhar
Te ver me olhando desse forma sutil
Me tira o fôlego, me faz parar de respirar

Seu cheiro tão doce e seu tom ligeiro
Seus cabelos tão lindos quanto a sua face
Te ter tão perto me paralisa o corpo inteiro
E eu me prendo nesse sonho antes que ele passe


Os seus lábios tão sedutores que nunca me beijaram
E a sua voz tão doce que o meu nome nunca pronunciou
As suas mãos tão pequenas que jamais me tocaram
Te desejo em segredo, meu mais novo amor

És diferente, diferente de todas que já amei
És bem mais pura, mais pura do que o límpido oceano
Uma migalha de teu amor e eu me sentiria um rei
Só te tendo em meus braços, minha completude de humano.

                                                                                                         Jean Lacerda.

sábado, 27 de novembro de 2010

Eu nunca fui uma moça bem-comportada.



"Pudera, nunca tive vocação pra alegria tímida,pra paixão sem orgasmos múltiplos ou pro amor mal resolvido sem soluços.

Eu quero da vida o que ela tem de cru e de belo.Não estou aqui pra que gostem de mim.Estou aqui pra aprender a gostar de cada detalhe que tenho.E pra seduzir somente o que me acrescenta.
Adoro a poesia e gosto de descascá-la até a fratura exposta da palavra.
A palavra é meu inferno e minha paz.
Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que me deixa exausta.
Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo.
Sei chorar toda encolhida abraçando as pernas.
Por isso, não me venha com meios-termos,com mais ou menos ou qualquer coisa.Venha a mim com corpo, alma, vísceras, tripas e falta de ar...
Eu acredito é em suspiros,mãos massageando o peito ofegante de saudades intermináveis,em alegrias explosivas, em olhares faiscantes,em sorrisos com os olhos, em abraços que trazem pra vida da gente.
Acredito em coisas sinceramente compartilhadas.
Em gente que fala tocando no outro, de alguma forma,no toque mesmo, na voz, ou no conteúdo.
Eu acredito em profundidades.
E tenho medo de altura, mas não evito meus abismos.
São eles que me dão a dimensão do que sou."

                                                                                     Maria de Queiroz

Um presente.


Teus lábios á molhar os meus, o cheiro de tua pele inunda meus pulmões enquanto o calor do teu abraço aquece meu corpo...
Sensação de bem-querer invade minhas veias e circula livre aqui, te quero assim perto de mim, teu sorriso me alegra e teus olhos, ah teus olhos, esses são os mais bonitos, já falei deles pra ti?
Ah meu querido, se tu soubesse o bem que me faz ficaria bem aqui pra ver o dia amanhecer e logo ver o sol se pôr, há tempos meu coração não vê tanta luz, há tempos não sinto carinhos sinceros por outros, há tempos...
Eis aqui um sentimento, daqueles que acontecem de vez em quando...
Tão brotinho e já faz um bem danado, imagine quando crescer...
Sinceramente meu coração tem batido mais forte por ti, sinceramente estou a lhe dizer
Que eu aceitei esse amor e sinceramente, eu venho desarmada. Assim como um diamante bruto que espera ser lapidado cuidadosamente e só é entregue a alguém de confiança para tal, eis que te escolhi para fazê-lo e é assim, de coração e mãos abertas que te entrego meu diamante, cuide dele, pois agora ele lhe pertence.

P.s: Ao causador do meu sorriso constante...

                                                                                      
                                                                                               Gabriela Duarte. 

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Pensar é um ato, sentir é um fato...


 "Não sou pretensiosa.
 Escrevo para mim,
 para que eu sinta a minha alma falando
 e cantando, 
às vezes chorando.." 
                    Clarice Lispector.
                                                                          " Não me prendo a nada que me defina.
                                                                           Serei o que você quiser, 
                                                                           mas só quando eu quiser."
                                                                                                                 Clarice Lispector.


P.S: Resolvi fazer algumas citações de vez em vez de alguns escritores que me chamam atenção, espero que gostem, bjs.

Gabriela Duarte.        

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Dias assim

Eu não posso mais me perder assim
E me sentir como se já não fosse mais humano
Os meus demônios me possuindo
E os meus anjos não estão lutando

Eu já nem penso, nem como e nem bebo
Já nem tenho mais amores,insconcientemente eu pratico o desapego
Nada mais me alivia, só fumar me da sossego
Um zumbi em meu rosto, agora eu vivo meu lado negro

O problema de tudo não é a mentira, é a falsa verdade
O problema não é o sonho ruim, é quando ele se faz realidade
O vento que agora me toca não me traz frio e sim calor
O cigarro em mim boca, traz a paz e revela a dor

A nostalgia que me consome é como um cd arranhado
Suplico e choro quando vou dormir, não me mexo pois estou sufocado
A repetição é contínua e a música é sempre a mesma
O preto dos meus olhos se tornam mais escuros

Já é de noite enquanto escrevo
No espelho da vida não mais me vejo
A minha mente convertendo tudo que é bom em mal
O mundo lindo em horror, tudo agora é desigual

Eu poderia chamar de sonho o que entendo por vida
Eu poderia chorar e te contar minha história sofrida
Anjos e demônios na verdade são iguais, e hoje, nenhum me faz bem
Já nem me importo, pois dias assim todo mundo vive. Dias assim todo mundo tem.

Jean Lacerda.

Meu amor, amor meu

Eu só te queria aqui
Nesse quarto que ainda é nosso
Esse velho quarto ainda é meu e seu
Meu amor, amor meu

Nossa canção eu ainda ouço
Incrível como ela ainda me deixa bobo
Mas a sintonia nosso amor perdeu
Meu amor, amor meu

O teu cheiro em meu travesseiro
E tuas meias em meus pés
Nossos colos sem parceiros
E nossos dedos sem anéis

Ainda sinto o seu corpo aqui
Seus seios ainda estão em minhas mãos
Me devolva meu coração, se ele não morreu
Me devolva minha vida. Meu amor, amor meu.

Jean Lacerda.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

A nona nota de um brilho notório.


Se pinta, se empina, se enfeita...
Se agarra, se esmaga, espera...
Troco, conversa, cigarro, migalha...
Luzes, lantejoulas, chitas...
Maquiagens, perucas, sorrisos...
Nariz de palhaço no abrigo escuro e amigo...
Em casa, na cama, na TV , no banheiro...
Geladeira, pantufa, cinzeiro...
Solidão, ilusão e um diário...
Como é triste a tristeza de um palhaço...

                                                          Gabriela Duarte.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Aparências

Somos reflexos de tudo que fazemos
E tudo isso é o que constrói a nossa aparência
Acreditamos em Deus e apoiamos a Ciência
E mesmo que completos ainda vivemos em uma completa abstinência

Aceitamos as ilusões e perdoamos todas as decepções
Seguimos sempre fingindo, mesmo quando nada está bem
Sou tão sã que sou quase louco, tenho uma vida e vivo sem?
Tenho pessoas ou aparências, tenho todos ou não tenho ninguem?

Andamos todos acima de pontes invisíveis
No amor e na amizade visualizamos a perfeição
Sentimentos infindos, dignos e puros
Que nos enche de amor a alma e também o coração

Nos deparamos com as aparências em todo momento
Entre amigos, amores e até em um singelo casamento
A questão é: Você é real, ou de mentira?

                                                                                                       Jean Lacerda.

Melancolicamente falando...

                                                       Quem inventou o meio-termo?

Fala pra mim, onde você buscou essa tristeza constante e inconsolável.
Que parece arrebatar teu coração...
Onde você comprou esses olhos chorosos?
Fala pra mim quem te fez assim de papel machê e folhas de outono...
Menina porque você chora assim? Chora sempre uma dor sem fim
Vive em busca de um não sei oque e á espera de um algo mais
E não deixa fluir, e não se deixa sorrir...
Tu vives a falar de como a vida é bonita e de como teu castelo é triste, fala da poesia como se ela habitasse em teu seio.
Se sabe mulher e espera algo que nem tu mesma sabes oque poderia ser, abusa dos costumes e acorrenta-se ao medo, extrapola os limites, perde a cabeça, perde o corpo, perde a alma...
Os lençóis estão molhados, ou é quente ou é frio...
O sal foi desperdiçado, o mel está esparramado e não para de escorrer, ou é doce ou é salgado...
“metade mentira, metade verdade” ?

                                                                                                            Gabriela Duarte.

sábado, 20 de novembro de 2010

Inexplicável sentimento

Como expressar o que eu sinto
Se nem te vi e já te adoro tanto
Tal como o seu peito ser meu recinto
Que eu divido com outro e me acabo em pranto

Esse meu choro e esse meu sorriso
Talvez seja amor, talvez seja egoísmo
Não ouço os sons que me dão o aviso
E agora é tarde, já mergulhei no seu abismo

Eu me joguei com o corpo e com a mente
Meu coração; eu deixarei guardado
Te darei um pouco dele como presente
E se perderes, chorarei ouvindo um triste fado

Se me quiseres, iremos à pasárgada
Lá, eu serei teu e tu serás só minha
Onde ouviremos o canto dos pássaros
E dormiremos abraçadinhos de conchinha.

                                                                                                      Jean Lacerda.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Com você aqui

Com você aqui, o céu seria mais azul
De todos os amores, o nosso seria o mais raro
Toda canção seria de amor,
E teu aconchengo seria sempre o meu amparo

Com você aqui, eu não precisaria de anjinhos
Pra me envivecer, seu puro amor e seus carinhos
E todos os segundos tristonhos, ao seu lado se converteriam em sonhos
Tudo isso; com você aqui

Com você aqui, todo tom seria de Jobim
As estrelas do céu, tú daria pra mim
E em troca minha princesa, eu te daria todo o meu amor

Sei que o meu amor não é grande, mas é vedadeiro
Também sei que não és só minha, mais serei teu por inteiro
Tudo isso se não disseres não, se permitires que eu viva, com você aqui no meu coração.

                                                                                                    Jean Lacerda.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O dom das palavras

O dom das palavras
Palavras são tudo,
Elas podem magoar,
Podem nos ferir, contudo,
Podem nos trazer o bálsamo e levar a sonhar.

O poeta as usa com sabedoria
Transmite em seus versos o que sente em seu coração,
É como um cantor quando ouve sua melhor melodia,
Traz paz, dá emoção.

As suas, tocam o meu ser
Do jeito mais profundo
Me faz ser e sentir, o ser mais feliz do mundo.

Suas palavras, ah, suas palavras.
Enchem de doçura e paz meu coração
Me dá paz, prazer, luz na escuridão.

                                                                         Carolina Almeida, Obrigado.Eu te adoro.

domingo, 14 de novembro de 2010

A morte do amor.

Talvez eu tenha feito tudo, tudo que eu realmente poderia fazer
Eu travei lutas e as venci; sofri bastante, e até amadureci
Aonde eu errei eu não sei, segui caminhos que eu escolhi
Brinquei de ser seu Deus, e me matei pra salvar você

Eu estou parado meu amor, olhando pra tudo que fiz
Todas essas caveiras já não me deixam reconhecer você
Eu apenas olho para o céu, sem me indagar se fui feliz


Prevendo me ofuscar por sua marguerita, me abandonar foi o mais sensato
Descobri o mal que eu não via em você, e vi o negro nos seus olhos claros
Sem devaneios e sem lágrimas, nada mais me é abstrato
Nas sombras mais escuras é que se encontram os brilhos mais raros

E eu agora estou parado meu amor; me enterre com suas angústias
Com suas marcas pregadas em meu peito eu te suplico
Me enterre meu amor, hoje sou eu quem te abdico.

                                                                                                        Jean Lacerda.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Sonhos são ilusões?

E cada noite abraçado ao travesseiro
Coração apertado de um menino guerreiro
O frio na barriga e os olhos brilhando
Pego o telefone e me vejo chorando

O tempo passa e o pensamento não para
Tic, tic, tic. 3 da manhã e eu estou acordado
Um cigarro acesso e escuridão por todo lado
O último trago e agora vou dormir

Fui dormir triste e acordei satisfeito
Que aura é essa que habita em meu peito?
Me perguntei sorrindo ao contemplar-me com o espelho
Minha face irradiante traduz o que realmente sou

Eu sou um ser gigante, nesse mundo de anões
Minha felicidade sim é verdadeira
Se os sonhos que me alegram são ilusões?
Isso; eu já não quero nem saber.

                                                                                                                       Jean Lacerda.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

What is real?

Algumas coisas não precisam ser ditas para serem entendidas
Alguns gestos não precisam ser feitos para serem decifrados
Meus lábios não precisam ser tocados para serem acariciados
Mais tuas marcas inesquecíveis estão sendo esquecidas

Alguns passos que por onde passei já se apagaram
Pegadas que com o tempo pelo sonho foi formado
Caminhos sombrios que o vento e a vida me levaram
A tortura da alma e da mente, num simples jogo de dado

É como enxergar os seres como um simples rebanho
Todos são iguais em gênero e tamanho
A overdose de perfeição que sonhamos em um dia ter
Nem sempre é tudo aquilo que a vida quer pra você

Rezamos e aceitamos, aprendemos e aperfeiçoamos
Somos todos crentes na descrença do amor
Enxergamos tudo apenas no toque de um coração
Somos de carne e osso; somos somente ilusão.

                                                                                                                   Jean Lacerda.

Senão é como amar uma mulher só linda, e daí?


"...Uma mulher tem que ter
Qualquer coisa além de beleza
Qualquer coisa de triste
Qualquer coisa que chora
Qualquer coisa que sente saudade
Um molejo de amor machucado
Uma beleza que vem da tristeza
De se saber mulher..."
Vinícius de Moraes.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Manias.

Se você bem me conhece sabe que sou de manias...
Sou daquelas que segura com as mãos, os dedos e as unhas,
Se fico impaciente, mordo os lábios e enrolo o cabelo, se a conversa é séria, cruzo as mãos, olho os olhos e falo com sinceridade...
Adoro comer bolo de colher e fazer carinho com os pés nos pés do meu namorado...
Costumo cantarolar músicas antigas, cheirar os cabelos do meu pai e beijar o nariz da minha mãe...
Tenho mania de lavar as mãos constantemente e verificar meus seios dez vezes por dia,
Costumo orar antes de dormir e conversar sozinha,
Adoro receber beijos na testa, na parte interna dos braços e na parte interna das coxas porque me faz rir...
Como morango olhando pro teto ou pro céu, tenho o costume de abraçar o travesseiro com as pernas...
Costumo cuidar do que é valioso pra mim,
Adoro sentir o vento fazer carinho em meu rosto, assim como adoro receber carinho em meus cabelos feito pelas pessoas que gosto.
Tenho também a mania de escrever as palavras que costumo ir mastigando e engolindo com gosto, prefiro amar por inteiro e sorrir com vontade, prefiro abraçar quem amo, ganhar flores e tocar tecidos feitos de seda.
                                                                                                             Gabriela Duarte.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Meus tantos planos

A vida é curta e em tantos anos
Nunca amei tanto ou fiz tantos planos
Tão poucos erros e desenganos
Mais eu sei que foi amor

O tempo passa e a saudade não
Tudo está livre porém preso em meu coração
Meus tantos planos ainda estão vivos
Assim como o poder de respirar e o dom de amar

Se ao menos eu pudesse te ver ou te telefonar
Te diria dos meus tantos planos
Com o passar do tempo, com ou sem sentimento
Estarão vivos os meus tantos planos

Agora, irei vagar nesse mundo de manequins
Procurando amores loucos e coisas assim
Em cada boca e a cada beijo novo espalharei um pouco
Um pouco dos rastros desse sonho, desse amor que foi são e louco

E em cada abraço deixarei uma migalha
Meus crimes perfeitos com suas milhões de falhas
Desperdiçando meu prazer com amores levianos
Guardarei intacto pra você, todos meus tantos planos.

                                                                                                                       Jean Lacerda.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Carta à bizavó.


Minha linda burreguinha, meu coração sente saudades de ti,
Logo que puder volto a lhe visitar.
Quero mais uma vez lembrar-te que a amo e que nunca esquecerei tuas sábias palavras,
Lembro claramente oque me dissestes outro dia sobre o tesouro do coração...
Tua sabedoria se expressa não tão somente nos teus longos anos de vida mas também
Atravez dos teus lindos olhos cor de céu, ah! os teus olhos cor de céu...
Eles guardam em si uma profundidade que parece nos puxar para dentro deles,
Muitas vezes nem é preciso que se expresse em palavras,
Pois teu globo ocular fala por si só,
Basta que quem esteja à observá-los compreenda e de certo estará recebendo um belo presente,
Sem se falar na tua pele alva, tracejada pelo tempo e teus cabelos prateados
Que me encantam os olhos e o coração!
Até mais ver vovó, beijos de sua neta que te ama muito.

P.s: Não se admire quando o anjo soprar-te doces canções aos ouvidos, cantaroladas por mim, pois estas são os beijos, que vos envio, cheios de saudades...

                                                                                                           Gabriela Duarte.

São as flores.


O calor dos teus olhos, a paz da tua pele, a cor dos teus beijos, o sabor do teu abraço...
Sinto que se plantaram borboletas em minha barriga, flores se puseram a voar em meus ouvidos e brotaram estrelas nos meus olhos!
Sinto também que se acendeu uma fogueira em meu peito (lá onde fica o coração),
pois o sinto mais aquecido do que nunca.
Meu sorriso é constante, mas esse sorriso não se mostra somente em meus lábios ele se apresenta também em meus cabelos, em minhas mãos, em meu umbigo...
E essa sensação de deleite é causada simples e inexplicavelmente pelo calor dos olhos mais bonitos que meus olhos já contemplaram, também pela paz da pele que me aquece, pela cor dos beijos mais carinhosos que meus lábios já provaram e pelo sabor do abraço mais cuidadoso do meu universo!
P.s: Ao nosso pôr-do-sol.
                                                                                                                        Gabriela Duarte

O arco íris e o amor

O amor é como um arco íris cheio de cores
Se um dia ele se apagar
Surgirá outro como surgem novos amores

Arco íris e amor; ambos são transparentes
Com cores e potes de ouro
Que só quem ama encherga e sente

Todo amor e todo arco íris, também é feito pelo lado negro e pela ilusão
Fingimos que não os vimos e imaginamos que eles nunca existiram
Porém se eles se vão, isso nos arrasa o coração

Em cada cor um novo amor
Cada arco íris um novo brilho
Vento veio e a chuva chegou
Esperanças novas no peito de um triste andarilho.

                                                                                                                   Jean Lacerda.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Possuído

Foi o brilho da escuridão que me invadiu
Como aquela dor que meu coração partiu
Sem saber algo me deixou impotente
Como uma doença que não me deixa doente

O seu amor foi meu remédio
Foi minha luz meu tédio
O seu amor me desgraçou
Me iludiu me acabou

Lobo solitário, solidão inevitável
Tristeza infinda de um amor que acabou
Foi como o sol que jamais brilhou
Desde o dia em que me deixou

Coração já não bate, Sobrevive
Amor já não tem, vida não vive
Já não chora e já não ama
De tão fraco, nem respira

Nem tem razão para ser quem é
Não é cor, nem sentimento
Destrói tudo até a fé
Solidão; voando como o vento.

                                                                                    Jean Lacerda.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Nuvens de Avelã

                                  
 Lembro dos sorrisos azuis e vermelhos, lembro do aparelho
 Lembro dos perfumes dos cabelos recém lavados com cheirinho de lavanda,
 Lembro dos abraços e dos joelhos arranhados.
 Em meus ouvidos ainda soam o pular de corda e as músicas de São João...
 Sinto o gosto do algodão doce e do sorvete colorido,
 Lembro dos dias de carnaval...
 Em meus olhos as curiosidades de uma nova descoberta e a ansiedade
 Da próxima brincadeira,
 Sinto suas mãozinhas segurando minhas mãozinhas...
 Deitada na varanda observando as estrelas em tua companhia,
 Tu te lembras das nossas musiquinhas?
 Balinha de abacaxí, jujuba de hortelã, doce leite, saudades da infancia,
 Meu sonho de criança!

                                                                                                              Gabriela Duarte

sábado, 16 de outubro de 2010

Solidão

Olá, querida solidão. Há tanto tempo te sinto aqui querendo me dominar
Abri a porta e senti o frio, só não notei você entrar
Vá embora, vá embora solidão. Vá embora e me deixe só
Não tenha mais pena, não preciso da sua dó.

Amiga solidão, não; não vá embora não
Eu ficaria ainda mais só sem você aqui
Sem você, tristeza e dor a noite inteira
Com você a noite é rápida com uma simples bebedeira

Alegria, corpos nos corpos, amargura e solidão
Passo a passo eu alcancei teu coração
Antes a dor amiga. Hoje, amiga irmão.

Já não quero mais lembranças, memórias e sentimento
Solidão que me fez bem, hoje só me traz tormento
Se Deus já não é Deus, destruido eu ainda sou eu
Então abri os braços e gritei. Solidão; agora sou teu.


Jean Lacerda.

domingo, 10 de outubro de 2010

Triste reencontro

Novamente a embriaguez do seu perfume
 Aquelas mãos frias e úmidas que estavam a me tocar secaram
Não sei o que houve, mais nada é de costume
É estranho te ver e não sentir que teus lábios me tocaram

Todo aquele nosso brilho não se apagou, apenas está sem luz
A direção do amor e o tempo ecoaram com outras vozes
Teu corpo sedutor está em outros braços
Suas mãos em outras mãos, meu coração em suas mãos, minhas mãos sem mãos.

É como sentir um oi, com o ardor de um adeus
Teus beijos que tantas vezes foram meus, não são mais
Hoje só tenho as lágrimas, lágrimas e nada mais.

Adeus, só sem você eu seguirei
Estarei lá na mesma alameda esperando sua luz
Estarei lá esperando minhas mãos e meu coração junto a ti
Adeus minha amada, Adeus.


Jean Lacerda.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Deitada em seu colo o mundo não me surpreende...

Útero que me gerou, seio que me alimentou, lábios que me beijam, corpo que me aquece, amor que me merece, minha cor, minha flor, minha cara...

Olhos que me compreendem, pés que me conduzem, mãos que me protegem, coração que me abraça, carinho que me acolhe, meu velho, meu querido, meu amigo...

Que amor tem a sua flor? A flor que me gerou tem olhos de mel, pele de pêssego, garra de leoa, e muita compaixão.
Que amor tem o seu autor? O meu poeta tem lindos cabelos, tem também o porto seguro infindo em seu olhar, a segurança de um líder e o coração de urso.

ps:. Aos autores da minha vida, amém.
                                                                                                                Gabriela Duarte.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Escudos

Homem sozinho e de difícil compreensão
Cabeça voando e os pés sempre ao chão
Sintonizando paródias curtas dessa imensa multidão
Na psicose da vida alheia, devastando meu coração

Sempre com um brilho no olhar
Seja pra rir ou chorar
No peito; uma velha cicatriz
Indicando que aqui alguém já foi feliz

Na intensidade dos momentos insanos
Jamais fui atingido
Nos meus sonhos e em meus tantos planos
Nada me foi concebido

Em cada escudo uma máscara
Em cada máscara uma ilusão
De cada verdade que me foi dita
Nenhuma mentira é exceção


Jean Lacerda.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Palavras de Clarice


"A poesia dos poetas que sofreram é doce e terna. E a dos outros,
dos que de nada foram privados, é ardente, sofredora e rebelde."

                                                                            Clarice Lispector

domingo, 5 de setembro de 2010

As estações

Desabrocharam os sentimentos...
A alma é de todas as cores e de todas as cores são as flores que resplandecem ao alvorecer.
O sorriso matinal, o abraço fraterno, margaridas no jardim, sorvete de limão, Brincadeira de
Criança, é primavera então...
Água de côco, corpo quente, beijo ardente, sorriso de sol, luz nos olhos, animação!
Agite comigo, amigo, chegou o verão!
O céu chora, cinza é a aurora, o dia demora, então chega a escuridão, chocolate, aquecedor,
filme, cobertor, luvas e botas, ruas mortas. Sorriso gélido, abraço apertado, olhar carinhoso,
O inverno é audacioso...
As folhas estão caindo, se vai mais uma estação, pôr-do-sol a beira do rio, poema e canção,
Beijo molhado sabor de fruta vermelha, cenas que me parecem retrô,
Mas esse é o outono que tem a cor do amor!

                                                                                                                     Gabriela Duarte

Só assim

Só assim pra você ver como eu te quero
Hoje enfim já não mais me desespero
A certeza de te ter já carrego em meu peito
Só assim para eu dormir quando me deito

Contemplando más caras, sorrisos e abraços
Só assim para ser homem nos seus braços
Suprindo a carência com beijos secos e sem moral
Só assim para eu ser bom e não ser mal

Vivendo sua vida, abdicando o resto inteiro
Só assim sendo seu Deus, não uma agulha no palheiro
Só assim para eu te fazer feliz
Fazendo tudo e nada, do jeito que você bem quiz

Convivendo com os erros e aceitando os defeitos
Só assim é que sou seu homem perfeito
Lembrando de você e esquecendo de mim
Só assim...       Só assim....

Jean Lacerda.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Singela Sépala

                                             (cada um dos folíolos dos cálices das flores)

Céu cor de pêssego, assim como sua pele,
Lençóis de um azul pálido, se misturam a sua perfeita silhueta,
Seus louros cachos definidos pousam sobre o travesseiro, seus olhos,
Ainda fechados, me impedem de admirar suas íris que refletem, de forma
Singela, um azul cristalino, Seus lábios rosados de parte inferior
Carnuda e parte superior, delicadamente fina, faz beicinho, mulher de boca formato cereja, me parece até que mandas beijos pra mim enquanto dormes. E quando esses lábios se abrem em sorriso,
Sou incapaz de descrever a simetria perfeita do mesmo. "És minha agora",
Lembro-me de ter dito isso enquanto teus seios de mulher, despidos, se apertavam
Contra meu peitoral masculino, minhas mãos já envolviam seus quadris, meu suor e seu suor
Agora estavam difundidos em um só. Sua língua, meus lábios, seus lábios, minha língua.
Seus olhos me fitam agora... "Eu te amo, eu te amo, eu te amo", parecia me dizer
Cada batida do seu coração, um cigarro, um  cochilo, cachos que cheiram a pêra, sua coxa,
Minha perna, meu calor, seu calor , janela fechada, janela aberta, roupão, poltrona, whisk,
Papel, caneta, epifanias, outro cigarro, Você...

                                                                                          
Pseudo:. Justin Kedson. (Gabriela Duarte)

Os defeitos dos nossos pais

Dizem que toda roupa veste o nu

Que onde estás é o seu ressinto

Quem tem fome, até come cru

Mais ninguém sabe tudo que sinto



Dizem que a vida é rápida e que devemos aproveitar

Se aproveitarmos, eles nos mandam parar

Compram sua casa, roupa e comida;

Teu caráter, verdade e tua alma bandida



São sem erros, é tudo engano

Como enxergar a perfeição

Se sempre somos segundo plano?



Manda quem pode, obedece quem tem juízo

Não faça o que eu faço mais faça o que digo

Ame sua casa, ela é seu abrigo

Sou eu quem decide quem é apto a ser seu amigo



Namoradas? É só se eu quiser

Dinheiro? É só quando eu lhe der

Mesmo acertando sempre estou errando

A vida é assim, é assim que a vida é


Talvez eu não seja eu, seja quem você deseja

A mão que te bate e acarinha, também te maneja

E apesar de tudo, te amam de mais

Apesar de tudo, eles são seus pais...

Jean Lacerda