segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Sombras

Você que esteve há tanto aqui
Hoje não me passa de uma sombra
Uma obra de Deus que vivi
Que eu vi me abandonar no escuro

Eu não acredito que o amor acabe
Mais eu penso que ele cochilou
Por dezenas de vezes eu gritei
E embora sem forças, meu grito não cessou

Não quero que esse amor se perca
Que sejas uma sombra a vagar sem energia
Neste nosso mundo tão particular e cheio de segredos

Sei que eu não posso mais te colorir
Mais quero que você saiba, que sou sua luz
A que te trará alegria e te iluminará para que possas brilhar.

                                                                                                       Jean Lacerda.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Nostalgia de um romance inventado.

Se eu te ligar de madrugada pra conversar sobre os livros e as letras das musicas, me acharia louca?
E se eu disser que sinto saudades dos nossos vinhos, dos ciúmes, das brigas, dos carinhos...
Quando você segurava meu queixo e dizia que eu não presto, eu calada, cínica te encarava
Tu me beijavas a boca, me segurava e não soltava... Que saudade de você.
Do teu jeito desajeitado de me olhar quando meu cabelo estava preso e quando por cima do livro e dos óculos eu te olhava, você não sustentava meus olhares, sempre desviava!
Eu te chamava frouxo, tu me odiava e me sacudia pelos ombros dizendo que eu não merecia o quanto você me amava e eu com malicia sorria, até gargalhava e você, outra vez me beijava.
Eu ria das revistinhas em quadrinhos que você escondia embaixo da cama, dos ovos que você não sabia fritar...
Você penteava os cabelos de um jeito ridículo quando saia do banho, eu sempre o desarrumava e você ficava bravo, eu já disse que você é lindo quando fica bravo?
Enquanto você levava tudo a serio eu me divertia, todas as vezes que você ficava escondido me observando dançar sozinha eu sabia que você estava lá, você gostava dos meus pés, eu lembro.
Preferia chá enquanto eu sou fã do café preto, eu nunca disse a você, mas eu sacava quando teus olhos mudavam de cor, a cicatriz na tua sobrancelha esquerda sempre me atraiu, você também não sabe disso... Todos os dias você se declarava e eu calada, sorria...
Você dizia brincando que eu te maltratava, acho que é porque na verdade, eu nunca fui capaz de dizer o quanto te amava.

                                                                                                            Gabriela Duarte.


terça-feira, 2 de agosto de 2011

Eternas Batalhas

Travei batalhas sem fim
Sofri e sangrei, a morte parecia próxima
No entanto, ao longe o ar ficava leve,
A luz tímida começava a surgir em minha frente

Eis que era tu, que de tão bela resplandecia-me com teu brilho
Que de tão pura acalentava-me apenas com teu olhar
Um ser soberano, com magias e dragões a me espreitar
Sentindo que podia vencer tudo, se vinhestes a me amar

Quando finalmente a luz queimou levemente a minha face,
Conseguia ver tuas imperfeições e deslizes, tuas belas mentiras
Nada disso estraçalhou o amor que ainda carrego
Não és divindade ou magia mas me vês como um milagre

Neste reino onde estou sempre a lutar, cair e levantar-me
O que me resta agora além de amarguras, esperança e solidão
Neste reino que é tão lindo e cruel, que grita, sofre e sangra,
Onde nenhum ser jamais será soberano, neste reino que se chama coração.

                                                                               Jean Lacerda, Wilson Vasconcelos.