terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Oração do Novo Ano.



Que eu consiga retribuir todo amor que me é dado.
Que eu seja eternamente grata às experiências que adquiro.
Que eu saiba aproveitar as cheganças da vida.
Que eu me despeça com sabedoria em todas as partidas.
Que meu coração seja sempre bom.
Que minha compaixão pelo próximo seja maior que meu ego.
Que minha vida continue tendo a mesma leveza e o mesmo tom.
Que para todas as maldades o meu olhar esteja cego.
Que eu sempre transmita a paz que sinto aos que se aproximam.
Que toda pedra que eu topar se transforme em flor.
Que todo dia eu tenha inspiração para escrever versos que rimam.
Que meu sorriso e meus dias tenham sempre a cor do amor.


Feliz 2014 para todos nós, Namastê 2013.

                    
                                                                                                      Gabriela Duarte.

domingo, 29 de dezembro de 2013

Porque as pessoas procuram entender o que é o amor?

Porque as pessoas procuram entender o que é o amor?

Meu bem, eu só queria que soubesse
Que sou meio bagunçado, desajeitado
Me perdi em meu luto e em meus momentos
E o pior, me perdi em meus sentimentos

A confusão está apenas começando,
E eu vou indo como a maré me leva
Ainda não estou amando, AH, quem me dera,
Provar novamente o gosto do amor.

Os dias passam mais velozes
As horas não me atormentam mais
Só me restam as lembranças ferozes
Do nosso lindo amor cheio de paz

Lembro-me do passado com felicidade
Dos encontros puros, sem maldade
Algo casual mais puro e sincero
Que hoje recordo com saudade

O cheiro, o riso e as brincadeiras
Nada nos ousou atrapalhar
Divertimos-nos de varias maneiras

 Que hoje só me resta recordar

Porque as pessoas procuram entender o que é o amor?

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Ode ao Tempo.


Passa o tempo e com ele as urgências,
O eterno girar dos ponteiros exercita a paciência;

Quando notares que a água benta de paz apagou aquele fogo, que lhe queimava a alma,
Sentirás teu coração ser acalentado por uma divina calma;

Deixa o tempo passar, que os ventos dirão oque há de ser,
Se é brisa leve ou tempestade o tempo vai levar, oque se há de fazer?

Ouça o tempo que é mestre, não adianta se apressar,
Deixe que ele se encarregue de pôr tudo em seu lugar;

A cada novo passo, ter em mente o quanto caminhou,
Mas sobretudo seguir em frente e saber que o tempo passou.


                                                                             
                                                                                            Gabriela Duarte.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Morrer um Pouco.


Inebriantes olhos famintos despem as várias camadas da lógica racional; Inebriantes olhos vorazes me invadem de fome e adrenalina.
Entorpecida de calor e aceleração imploro pelo preenchimento viral; Não há quem negue, quando o pulso denuncia.
Doce veneno que escorre por toda parte enche-me de um ardor febril; Imergida em sensações de alucinação, morro um pouco então.
Entorpecida pela morte inevitável que me toma, desfaleço de cansaço e satisfação; O desejo de morrer infinitas vezes me percorre, ressuscita-me, pois, para que novamente o ciclo se complete.


Gabriela Duarte.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Raso Vão. (Razão)






Há meros devaneios rasos passeando em mim.

A dança das borboletas me diz que morrer não dói;

E quantas vezes já não morri em vida? Perdi a conta.

Me sinto, assim, como folha seca que o vento leva.

Paz, meu corpo clama por ti!

Talvez numa dessas ondas a maré te leve.

Mas não se perca na volta, é da sua volta que preciso.

A força do sentir violentou minha razão.

Mas esta ressuscitou e veio me acalentar.

Agradecida, caio de joelhos e agora ouço só o vento passar.

Nada quero pensar, nada tenho a dizer;

Só andar devagar e deixar que minh'alma se inunde de gratidão. 

O resto vem (ou vai).

Darei minha voz ao tempo que é mestre de todas as coisas. 

E ei de saber que nessa vida, absolutamente nada é em vão.


                                                                            Gabriela Duarte

sábado, 31 de agosto de 2013

Namastê.

Livro-me de todas as cargas e pesares que pesam sobre meus ombros;
Livro-me de toda culpa e retenção;
Livro-me de toda insegurança que ousar pousar sobre mim,
Pois meu coração está purificado e minha mente descansa no berço esplendido das missões cumpridas.
Que nos dias de chuva meu sorriso seja sol;
Já que, nas tantas noites de verão, meu choro foi tempestade.
Repousarei sobre areias brancas num sono profundo e tranquilo, pois já doei tudo que tinha e agora oque me resta é descansar.
Assoviarei pra solidão enquanto escuto o vento passar, benzerei de lágrimas a liberdade do meu espirito quando o ciclo enfim se completar.
Não esperarei aflita no tic tac do relógio, uma vez que o tempo virou a desculpa dos tolos.

Me Perderei  entre as ondas de um mar de felicidades e serei grata por me saber serena.


                                                                                                            Gabriela Duarte.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Vai (ou volta), Zé!


Vai aos poucos, Vai de vez, vai como der pra ir, mas vai.
Fica não, que quando fica, para. E quando para não há vida, há acumulo..
Não se encha de nada, só de coragem mesmo. O resto vem (ou vai).
A vida é mesmo assim, Zé!
As pessoas cansam a gente quando se cansam delas mesmas.
Vai Zé, mas olha o mundo, levanta a cabeça..
Depois de olhar só pra dentro você precisa conhecer oque há.
Observar é bom, Zé
Quando a gente observa, a gente trás o mundo pra dentro de nós!

                                                                                                     Gabriela Duarte

domingo, 4 de agosto de 2013

Sorte.


Quando te vejo não penso mais em rosas;
Seu lindo olhar que antes me engolia, hoje vive a chegar as horas;
Seu abraço que outrora me aquecia, hoje é protocolo;
Me perco, me deito e só nas lembranças me consolo.

Na época que o tempo era pequeno, Eramos gigantes,
Brindávamos as noites com sorrisos e sabores,
Hoje já não sei oque nos fez tão vacilantes;
Meus olhos já não conseguem mais te ver a conduzir
Nosso volante.

Na época que eu sentia medo de altura
Tinha sua mão a me guiar;
Quando finalmente me convenceste a pular,
Em plena queda livre senti a solidão me abraçar
E no solo vi minha imunidade se espatifar.

Quantos momentos inesquecivelmente mágicos protagonizamos?
E quantas foram as promessas que quebramos?
Segui até depois do fim em um automóvel quase sem combustível
E depois do horizonte oque vivenciei foi incompreensível.

O verdadeiro amor não admite façanhas;
Pois para ser nutrido, com saúde, faz-se necessário
que sempre hajam sinceras barganhas.

                                                       
                                                                                                         Gabriela Duarte.


Lupa.



Procuro uma caneta, 
Encontro um lápis.
Tudo que permanece, não vale o esforço.
O que se apaga, se renova de acordo com sua vontade;
Vício que te faz cair, Amor que te faz afundar.
Você, se faz levantar, só você;
Apaga o novo, acende o velho.
Quanto critério pra se viver;
Quanta cobrança, só pra perceber;
Que o louco é todo você.
Já se olhou de dentro do espelho, só pra ver quem você é?
Certo ou errado, já escutou o Eu te chamar.
Mas não tinha ninguém em casa;
Saiu pra viajar, foi atrás do futuro;
Mas sem ninguém, preferiu voltar.
Pro passado, às vezes.
Sem poder mudar, se encontrou no presente.
Quanta passagem gasta pro mesmo lugar.
Não se necessita tanto pranto, pra se fazer escutar;
Todo silêncio deveria se ouvir;
O rosto que quer dividir.
Volta, meu filho.
Seu lugar é aqui. 



                                                                                                                Filipe Penno.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Epifania

Milhares de mundos existem em mim
Uns parecem pequenos, outros, não tem fim
Eles parecem saber mais quem sou, do que eu mesmo
AH! Que ironia, quando me olho e não me vejo...

Na epifania do meu ser as perguntas são sólidas
Id e Superego parecem brincadeiras,
Para fantasias mórbidas, que me molham os pelos e arrepiam a nuca,
Na epifania do meu ser o agora se torna o nunca

O que mais importa?
E o que deveria importar...
Sussurra minha mente ansiando como um cristão anseia pela fé.

Estive procurando resposta em meus sonhos
Estive perdido, procurei por procurar
Não reguei minhas melhores sementes
Pois minha água parece não purificar

A minha fonte da vida está intacta
Pura, virgem, como a dúvida que não foi dissipada
Inexplorada, continuamente por seus milhões de labirintos,
Andarei trilhando, para que acabem todas as dúvidas que sinto.


                                                                                                 Jean Lacerda.!

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Na dança do universo


Já sonolenta imagino o universo
E quantas são as estrelas que fazem meu céu mais bonito?
Sim sei que são apenas poeira cósmica,
Mas brilham e dançam lindamente pra mim
De repente a lua me sorri, que linda sinfonia se faz no céu essa noite estrelada
E diante de tamanha grandeza fecho os olhos e me lembro do mar incessante e furioso, Trazendo suas ondas num indo e vindo infinito pra lamber a praia,
Sorrio vagarosa e quase sem perceber quando penso na dança dos coqueiros
embalados ao som do vento , aaah como são lindos os coqueiros!
Há uma revoada de pássaros a cruzar o céu, parecem um coral em sincronia..
Mas veja só o meu tamanho diante disso, recolho-me então a insignificância de mera espectadora,
Me diga oque há com o ser humano  que o faz pensar ser dono disso tudo?
Um alguém que destrói a natureza é o reflexo de um filho ingrato que bate na mãe que lhe deu a vida e lhe acolheu!
Mas mesmo maltratada ela não se recusa a nos presentear com um dia bonito e dançante, pássaros em coro, estrelas bailarinas e lua sorridente que seguem num eterno compasso e sintonia que jamais conseguiremos entender como se dá com tamanha perfeição e grandeza!


                                                                                                               Gabriela Duarte.

Sonhando com a valsa


Meios-termos e água fria me afastam,
Eu gosto é das chamas, das gargalhadas que fazem doer a barriga,
E do abraço apertado que encaixa os corpos latejando de saudades,
Dos exageros dos apaixonados, eu gosto é dos excessos ,
Das bocas que se procuram ávidas pelo doce da saliva e hálito quente deleitando-se em beijos demorados, Eu gosto dos pássaros..
Gosto da adrenalina que faz com que todos os meus sentidos fiquem alerta,
Gosto dos cheiros fortes, me acabo no que é doce,
Me demoro, preguiçosa, quando no afago me pedes pra ficar,
Me morro de saudade daquele antigo futuro,
Me dissolvo em lágrimas salgadas quando me pesa a mente,
Gosto dos olhos cansados daquele que me contemplava silencioso,
Gosto das mãos trêmulas em noite de eclipse lunar,
E daquele bombom que se dissolve em minha boca com gosto de lembrança...

                                                                                                            
                                                                                                              Gabriela Duarte.


sexta-feira, 26 de abril de 2013

Maio



Espero que meus dias chuvosos sejam alegres com um 1º de maio,
Que meus pés estejam sempre aquecidos assim como meu coração,
Espero nunca ficar desatenta ao canto dos pássaros
Quero ter a decência de não desperdiçar gentilezas
Que eu nunca perca a chance de fazer alguém sorrir
Espero além de tudo não me contagiar com as friezas alheias,
Pois não serei indiferente aos que amo
Quero ter braços e colo suficientes para suprir aos que me querem por perto
E que eu tenha a sorte de nunca me faltar uma mão ou um ombro
Sempre que o cansaço me bater e meus pés fraquejarem...
Todas as vezes que minha alma congelar que não falte fogo para reaquecê-la,
Que seja 6 de maio sempre que eu escrever meu nome numa árvore,
Espero olhar pra trás com a sensação de dever cumprido
E que das sementes que plantei floresçam árvores grandes, fortes e lindas
Que eu saiba cultivar as verdadeiras amizades, mesmo que distante,
Que o amor que trago comigo, não seque, que seja água corrente eternamente,
Que eu me atente aos detalhes e não promova desperdícios,
Que todo dia 28 de maio eu receba abraços calorosos, me sinta mais sábia
E mais bonita, mesmo daqui há 60 anos
Espero sempre relevar os pequenos erros, para que a vida seja leve
E a felicidade se eleve!


                                                                                                                Gabriela Duarte

sábado, 26 de janeiro de 2013

Velhos novos sentimentos


Não pude sentir essa explosão
Apenas o abalo que fez tremer meu coração
Sem perscrutar decidi apenas me conter
Adiando assim respostas essências para o meu viver

Confuso, me pego a questionar
E me recuso então a ter que aceitar
Que as dores da vida eu não posso curar
E os erros do passado eu já não possa apagar

Estremecido, minha carne sente a sua
Minhas memórias ainda estão vivas
O meu sangue tem seu DNA e enfim
A minha alma não habita mais em mim

Está perdida por aí tal como meus pensamentos
Tal como tudo aquilo que não vivemos
Tal como todos nossos lindos momentos
Tal como o adeus que nós não dissemos...

                                                                                    Jean Lacerda.