quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Oração ao novo (2)


Que os olhos do altíssimo me acompanhem e suas mãos me guiem;

Que eu tenha maturidade para lidar com as novidades que vem chegando;

Que eu tenha persistência e paixão para continuar cultivando boas sementes;

Que a boa saúde seja minha cúmplice;

Que eu tenha complacência para enfrentar a pressão que a vida há de fazer sobre mim;

Que meu coração seja benevolente para atravessar os rios de saudade que virão;

Que eu saiba ser merecedora de toda confiança em mim depositada;

Que eu ame com maestria, para que com maestria eu seja amada;

Que, sobretudo, um céu estrelado de paz paire sobre nós, Amém!


Namastê 2014, por ter sido o melhor de todos!

                                                                                                       Gabriela Duarte



sábado, 3 de maio de 2014

A eternidade é um instante.



No exato momento em que desejamos de coração que algo permaneça pra sempre,
Sem perceber já estamos o tornando eterno.
Infinito é tudo aquilo que está fora de tempo, é oque não está compassado no relógio,
É aquele momento em que não sabemos quanto tempo se passou. É aquilo que nos proporciona diversas sensações: As delícias do ser, do amar e ir ao mar, do estar ali ou voando.  É Aquele abraço que dura quente e calado.
É Aquele olhar comprido que invade a gente numa tarde qualquer. É Aquele aconchego no colo dos pais. É o ápice do desejo que te leva a quase morte.

É Aquela frase que não dissemos em palavras. É Aquele prazer egoísta de permanecer, pra sempre, naquele instante. De levar consigo o pôr-do-sol, o cheiro, a lua sorridente. De gravar em si a voz, a música, de ser o tom e dançar em sintonia sem perceber.


Gabriela Duarte.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

No remanso da inquietude.


Talvez essa inerente vontade de viver seja meu estigma.

“Serenos olhos inconstantes” me diz o espelho;

O corpo palpita entre picos de desejo e rejeição a tudo. A todos.

Esse modo de ser, por vezes, é exaustivo.

Nada me mantém.

Trago sempre esse coração remoçante dentro do peito;

Como curar esse cansaço corriqueiro que sinto das rotinas e pessoas?

Como fazer para que meus desejos não sejam constantemente tão efêmeros?

Ás vezes quero agora, se demora, nunca mais...

Há quem diga que levo um sorriso no canto da boca;

Há quem diga que transmito paz.

Levo pouca coisa na bagagem: Muita fé, algumas lembranças e a certeza de que para ser feliz não é preciso nada demais.


                                                                                                          
                                                                                                                  Gabriela Duarte.