quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Meus tantos planos

A vida é curta e em tantos anos
Nunca amei tanto ou fiz tantos planos
Tão poucos erros e desenganos
Mais eu sei que foi amor

O tempo passa e a saudade não
Tudo está livre porém preso em meu coração
Meus tantos planos ainda estão vivos
Assim como o poder de respirar e o dom de amar

Se ao menos eu pudesse te ver ou te telefonar
Te diria dos meus tantos planos
Com o passar do tempo, com ou sem sentimento
Estarão vivos os meus tantos planos

Agora, irei vagar nesse mundo de manequins
Procurando amores loucos e coisas assim
Em cada boca e a cada beijo novo espalharei um pouco
Um pouco dos rastros desse sonho, desse amor que foi são e louco

E em cada abraço deixarei uma migalha
Meus crimes perfeitos com suas milhões de falhas
Desperdiçando meu prazer com amores levianos
Guardarei intacto pra você, todos meus tantos planos.

                                                                                                                       Jean Lacerda.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Carta à bizavó.


Minha linda burreguinha, meu coração sente saudades de ti,
Logo que puder volto a lhe visitar.
Quero mais uma vez lembrar-te que a amo e que nunca esquecerei tuas sábias palavras,
Lembro claramente oque me dissestes outro dia sobre o tesouro do coração...
Tua sabedoria se expressa não tão somente nos teus longos anos de vida mas também
Atravez dos teus lindos olhos cor de céu, ah! os teus olhos cor de céu...
Eles guardam em si uma profundidade que parece nos puxar para dentro deles,
Muitas vezes nem é preciso que se expresse em palavras,
Pois teu globo ocular fala por si só,
Basta que quem esteja à observá-los compreenda e de certo estará recebendo um belo presente,
Sem se falar na tua pele alva, tracejada pelo tempo e teus cabelos prateados
Que me encantam os olhos e o coração!
Até mais ver vovó, beijos de sua neta que te ama muito.

P.s: Não se admire quando o anjo soprar-te doces canções aos ouvidos, cantaroladas por mim, pois estas são os beijos, que vos envio, cheios de saudades...

                                                                                                           Gabriela Duarte.

São as flores.


O calor dos teus olhos, a paz da tua pele, a cor dos teus beijos, o sabor do teu abraço...
Sinto que se plantaram borboletas em minha barriga, flores se puseram a voar em meus ouvidos e brotaram estrelas nos meus olhos!
Sinto também que se acendeu uma fogueira em meu peito (lá onde fica o coração),
pois o sinto mais aquecido do que nunca.
Meu sorriso é constante, mas esse sorriso não se mostra somente em meus lábios ele se apresenta também em meus cabelos, em minhas mãos, em meu umbigo...
E essa sensação de deleite é causada simples e inexplicavelmente pelo calor dos olhos mais bonitos que meus olhos já contemplaram, também pela paz da pele que me aquece, pela cor dos beijos mais carinhosos que meus lábios já provaram e pelo sabor do abraço mais cuidadoso do meu universo!
P.s: Ao nosso pôr-do-sol.
                                                                                                                        Gabriela Duarte

O arco íris e o amor

O amor é como um arco íris cheio de cores
Se um dia ele se apagar
Surgirá outro como surgem novos amores

Arco íris e amor; ambos são transparentes
Com cores e potes de ouro
Que só quem ama encherga e sente

Todo amor e todo arco íris, também é feito pelo lado negro e pela ilusão
Fingimos que não os vimos e imaginamos que eles nunca existiram
Porém se eles se vão, isso nos arrasa o coração

Em cada cor um novo amor
Cada arco íris um novo brilho
Vento veio e a chuva chegou
Esperanças novas no peito de um triste andarilho.

                                                                                                                   Jean Lacerda.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Possuído

Foi o brilho da escuridão que me invadiu
Como aquela dor que meu coração partiu
Sem saber algo me deixou impotente
Como uma doença que não me deixa doente

O seu amor foi meu remédio
Foi minha luz meu tédio
O seu amor me desgraçou
Me iludiu me acabou

Lobo solitário, solidão inevitável
Tristeza infinda de um amor que acabou
Foi como o sol que jamais brilhou
Desde o dia em que me deixou

Coração já não bate, Sobrevive
Amor já não tem, vida não vive
Já não chora e já não ama
De tão fraco, nem respira

Nem tem razão para ser quem é
Não é cor, nem sentimento
Destrói tudo até a fé
Solidão; voando como o vento.

                                                                                    Jean Lacerda.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Nuvens de Avelã

                                  
 Lembro dos sorrisos azuis e vermelhos, lembro do aparelho
 Lembro dos perfumes dos cabelos recém lavados com cheirinho de lavanda,
 Lembro dos abraços e dos joelhos arranhados.
 Em meus ouvidos ainda soam o pular de corda e as músicas de São João...
 Sinto o gosto do algodão doce e do sorvete colorido,
 Lembro dos dias de carnaval...
 Em meus olhos as curiosidades de uma nova descoberta e a ansiedade
 Da próxima brincadeira,
 Sinto suas mãozinhas segurando minhas mãozinhas...
 Deitada na varanda observando as estrelas em tua companhia,
 Tu te lembras das nossas musiquinhas?
 Balinha de abacaxí, jujuba de hortelã, doce leite, saudades da infancia,
 Meu sonho de criança!

                                                                                                              Gabriela Duarte

sábado, 16 de outubro de 2010

Solidão

Olá, querida solidão. Há tanto tempo te sinto aqui querendo me dominar
Abri a porta e senti o frio, só não notei você entrar
Vá embora, vá embora solidão. Vá embora e me deixe só
Não tenha mais pena, não preciso da sua dó.

Amiga solidão, não; não vá embora não
Eu ficaria ainda mais só sem você aqui
Sem você, tristeza e dor a noite inteira
Com você a noite é rápida com uma simples bebedeira

Alegria, corpos nos corpos, amargura e solidão
Passo a passo eu alcancei teu coração
Antes a dor amiga. Hoje, amiga irmão.

Já não quero mais lembranças, memórias e sentimento
Solidão que me fez bem, hoje só me traz tormento
Se Deus já não é Deus, destruido eu ainda sou eu
Então abri os braços e gritei. Solidão; agora sou teu.


Jean Lacerda.

domingo, 10 de outubro de 2010

Triste reencontro

Novamente a embriaguez do seu perfume
 Aquelas mãos frias e úmidas que estavam a me tocar secaram
Não sei o que houve, mais nada é de costume
É estranho te ver e não sentir que teus lábios me tocaram

Todo aquele nosso brilho não se apagou, apenas está sem luz
A direção do amor e o tempo ecoaram com outras vozes
Teu corpo sedutor está em outros braços
Suas mãos em outras mãos, meu coração em suas mãos, minhas mãos sem mãos.

É como sentir um oi, com o ardor de um adeus
Teus beijos que tantas vezes foram meus, não são mais
Hoje só tenho as lágrimas, lágrimas e nada mais.

Adeus, só sem você eu seguirei
Estarei lá na mesma alameda esperando sua luz
Estarei lá esperando minhas mãos e meu coração junto a ti
Adeus minha amada, Adeus.


Jean Lacerda.