domingo, 3 de junho de 2012

Um Zero, um xis


Oi solidão! Você por aqui? Acho que já discutimos muito sobre eu não gostar de você e você viver atrás de mim, mesmo quando eu te jogo pra longe você acaba voltando caladinha e sutil pra que eu não te sinta e aos poucos você senta comigo no fim da tarde e vai me fazendo companhia, me abraça forte, eu te empurro, mas não tem jeito é, de verdade, você  quem está sempre comigo e quer saber? Eu ainda não aceitei de fato isso, mas já estou me acostumando.

Vai ver a vida é isso mesmo, aprendi a não te rejeitar mais, me dá um tempo eu vou aprender a quem sabe um dia, gostar de você... Mas vamos com calma, tá? Eu ainda não morro de amores por ti, mas, pelo menos não te jogo mais pra longe... Quando você me vem te chamo pra sentar comigo e não me incomodo mais, já é um avanço, né?

Quem sabe um dia você venha a fazer parte de mim, ou já faz e esqueceu de me avisar...

Pois é, amiguinha, quando eu preciso de verdade de algo é com você que eu conto!
É isso! sem remédio, sem som, sem cor, sem sabor.. Só você, assim, incolor e silenciosa que machuca, mas também ensina a crescer!


                                                                                                                                     Gabriela Duarte.