quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Raso Vão. (Razão)






Há meros devaneios rasos passeando em mim.

A dança das borboletas me diz que morrer não dói;

E quantas vezes já não morri em vida? Perdi a conta.

Me sinto, assim, como folha seca que o vento leva.

Paz, meu corpo clama por ti!

Talvez numa dessas ondas a maré te leve.

Mas não se perca na volta, é da sua volta que preciso.

A força do sentir violentou minha razão.

Mas esta ressuscitou e veio me acalentar.

Agradecida, caio de joelhos e agora ouço só o vento passar.

Nada quero pensar, nada tenho a dizer;

Só andar devagar e deixar que minh'alma se inunde de gratidão. 

O resto vem (ou vai).

Darei minha voz ao tempo que é mestre de todas as coisas. 

E ei de saber que nessa vida, absolutamente nada é em vão.


                                                                            Gabriela Duarte