terça-feira, 15 de novembro de 2011

A vida por si só

Todo sabor trás suas dores,
Assim como toda dor trás seus sabores,
Porque só há paz se houver guerra,
Onde tudo que se inicia um dia se encerra.

Amigos, amores, ideias, estão aqui
Cravados na memória e enterrados
Todos são passados, e alguns,
Alguns são traduzidos no meu presente

São epifanias que mostram meu caráter,
E essa nossa simetria tão peculiar,
Não estou chorando por ter perdido nada
Apenas contente, pois hoje sei o que é ganhar.

Demorei, mais aprendi com a vida
Quebrei crenças místicas em meu próprio coração
Então não me fale de emoção, hoje não,
Estou tentando conquistar meu espaço

Amanhã te amarei mais que hoje, suponho
Definindo-me como seu passatempo predileto
Seria esperto pensar que a vida é um sonho
Ou seria um sonho pensar que é esperto?

Na realidade, estou aprendendo a cada dia
E a cada novo dia estarei aprendendo mais,
Cabe a mim julgar o meu destino, peregrino
Vou seguindo no caminho da mais completa paz.

(Paz de espírito, corpo e coração.)                                           Jean Lacerda.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Olhos de amor

Olhou-me nos olhos,
E pude sentir o passado ecoando em nossos pensamentos
Em instantes todo o meu corpo tremia, junto ao seu
Aquele abraço demonstrou que ainda temos sentimentos,
Antigos, porém bem vividos.

Olhou-me nos olhos e fez gelar-me a espinha
Com aquele olhar de quem sufoca a tentação
E ao abraçá-la pude sentir que ainda era minha
Pois o teu toque transpareceu seu coração

Olhou-me nos olhos e soltou um singelo sorriso
Que contem tudo àquilo que me é preciso
Que me tira o inferno e me doa o paraíso
Ah! Nele eu ainda sigo embevecido

Olhou-me nos olhos, como quem não olharia
Pois eu já te fizera sofrer um dia,
Mas, olhou-me nos olhos, e chorou
Porque ao me olhar, pôde sentir ainda vivo o meu amor.

                                                                                       Jean Lacerda.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Porque mudança?

Eu anseio a mudança
Tanto quanto desejo você
Alimentando esta esperança
De que não posso te perder

Essas inconstâncias me refletem
Porque talvez eu não seja tão maduro
Porém correto, jamais estive em cima do muro
Porque eu sempre amei você

Honestamente, eu me readaptei
Me entreguei, me doei,
Embora hoje de nada isso valha
Talvez te amar é que seja minha falha

Personalidade a gente não muda, complementa
Caráter a gente já nasce, não se inventa
Me desculpa meu amor, eu sempre fui assim
E você sempre soube disso, do início até o fim

Então porque escolheu me amar e agora quer me mudar?
Porque botar na minha cabeça malucos desejos
Eu não preciso mudar, você quem deve voltar
No tempo onde eu ganhava o mundo, apenas nos seus beijos.

                                                                                                         Jean Lacerda.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Adeus esperança

Esta esperança pálida
Que insiste em tinir nestes ouvidos
Trás-me o furor, agora vívido
Ao sussurrar-me com um doce gemido: Eu ainda te amo.

Me sinto como um rato,
Caminhando em meio a toca de lobos
Penso, que se é abstrato,
Mais uma vez irás me pôr a chorar.

Estou sem forças e não consigo parar,
Esta já não me é mais uma opção
Quando ouço a tua pergunta,
Será que ainda permaneces a me amar?

Me sinto tão pequeno, perto de ti, uma gigante,
A resposta ecoa pelos meus olhos, novamente,
E eu pude sentir que nesse instante,
Tudo dessa vez seria diferente.

Presumo que um último beijo agora me traria a felicidade
E por antes presumir, você se foi e me deixou saudade,
Tão solitário e a chorar como uma triste criança
Então peço que se vá, amiga esperança

Não te beijarei, mais te olharei em sua partida,
Agora já não precisas ser mais minha,
Me despedirei, esperança amiga
Mais dessa vez partirás sozinha.
                                                                                                
                                                                                                               Jean Lacerda.