terça-feira, 10 de abril de 2012

Carta ao desconhecido.


Como chamamos quem mata por impulso, no calor do momento, em legítima defesa?
Como chamamos quem planeja uma morte, mata lentamente e sem fazer barulho?
Oque houve com o canto pássaros e as batidas reggae? 
E aquele céu cheio de estrelas, cadê?
Sinto falta da Lua sorrindo pra mim... Frio, sinto muito frio, um frio que queima o coração
Continuo esperando no silencio do relógio que algo aconteça 
E magicamente todos os erros desapareçam...
Hoje eu não consegui dar nenhum sorriso sincero;
Imagine a cama que você dorme, o lugar onde você se sente aquecido e protegido,
O sagrado lugar onde seu corpo e sua mente repousam, o melhor lugar do mundo. 
Agora imagine se você rasgasse os lençóis e manchasse as paredes, se você se equivocasse... Que dor você iria sentir!
E se as paredes falassem? Testemunhariam ao seu favor?
E se depois de chorar uma semana você lavasse o rosto e maquiasse qualquer tristeza, comprasse um sorriso lindo e saísse por aí,
Quem compraria tua felicidade? Será que alguém não compraria?
O sol sempre vai voltar, mesmo que o dia esteja nublado.


                                                                                                                     Gabriela Duarte