sexta-feira, 28 de junho de 2013

Na dança do universo


Já sonolenta imagino o universo
E quantas são as estrelas que fazem meu céu mais bonito?
Sim sei que são apenas poeira cósmica,
Mas brilham e dançam lindamente pra mim
De repente a lua me sorri, que linda sinfonia se faz no céu essa noite estrelada
E diante de tamanha grandeza fecho os olhos e me lembro do mar incessante e furioso, Trazendo suas ondas num indo e vindo infinito pra lamber a praia,
Sorrio vagarosa e quase sem perceber quando penso na dança dos coqueiros
embalados ao som do vento , aaah como são lindos os coqueiros!
Há uma revoada de pássaros a cruzar o céu, parecem um coral em sincronia..
Mas veja só o meu tamanho diante disso, recolho-me então a insignificância de mera espectadora,
Me diga oque há com o ser humano  que o faz pensar ser dono disso tudo?
Um alguém que destrói a natureza é o reflexo de um filho ingrato que bate na mãe que lhe deu a vida e lhe acolheu!
Mas mesmo maltratada ela não se recusa a nos presentear com um dia bonito e dançante, pássaros em coro, estrelas bailarinas e lua sorridente que seguem num eterno compasso e sintonia que jamais conseguiremos entender como se dá com tamanha perfeição e grandeza!


                                                                                                               Gabriela Duarte.

Sonhando com a valsa


Meios-termos e água fria me afastam,
Eu gosto é das chamas, das gargalhadas que fazem doer a barriga,
E do abraço apertado que encaixa os corpos latejando de saudades,
Dos exageros dos apaixonados, eu gosto é dos excessos ,
Das bocas que se procuram ávidas pelo doce da saliva e hálito quente deleitando-se em beijos demorados, Eu gosto dos pássaros..
Gosto da adrenalina que faz com que todos os meus sentidos fiquem alerta,
Gosto dos cheiros fortes, me acabo no que é doce,
Me demoro, preguiçosa, quando no afago me pedes pra ficar,
Me morro de saudade daquele antigo futuro,
Me dissolvo em lágrimas salgadas quando me pesa a mente,
Gosto dos olhos cansados daquele que me contemplava silencioso,
Gosto das mãos trêmulas em noite de eclipse lunar,
E daquele bombom que se dissolve em minha boca com gosto de lembrança...

                                                                                                            
                                                                                                              Gabriela Duarte.