segunda-feira, 28 de março de 2011

O Efeito Libelula

Assim, como aquela árvore no alto da montanha, preservo meus pensamentos, ora esquecidos, ora fazendo sombra nas minhas idéias...
É, eu realmente espero muito pouco de todo o mundo mas espero demais de mim mesma e acontece que ás vezes eu fico de mal, sabe como é?
Sumo por uns dias e me evito bastante até a que a calma venha e volto a me olhar
No espelho de novo e me achar mais bonita que a semana passada...
É que eu tenho dessas coisas, sabe?
E apesar de resistir bastante, tenho uma queda por mim mesma que não me permite me esquecer, é incrível mas é que eu não me permito me fazer mal e me respeito muito apesar de todos os defeitos... Talvez seja esse o segredo do meu sorriso fácil...
Puxo pra perto de mim tudo que me faz bem e o que não faz, desculpa, mas eu empurro mesmo...
Só que ás vezes tenho algumas crises e sacrifico meu bom-humor pra tentar fazer bem as pessoas que me cercam, nunca neguei ombro amigo a quem precisasse, além do mais sou cheia de abraços guardados e sempre tenho algum disponível pra qual quer coração apertado que venha a precisar...
É que eu sou assim, sabe?  Vem do meu jeito de ser mesmo, não se incomode se eu não liguei pra pedir desculpas ou se eu não voltei a falar naquele assunto que parou pelo meio, eu não gosto de admitir, mas eu também sou feita de meios, assim como um quadro que nunca foi acabado vez ou outra a gente dá um retoque aqui outro ali e vai deixando, deixando...
Só que eu também não sou apenas um quadro (no singular) eu pinto muitos quadros, quase todo dia reinvento um novo e começo a colorir com as cores que me embalam no momento, ops eu também sou feita de momentos...
E quando eu começo assim nunca acabo, parei pra pensar e veja bem que curioso, nunca que eu me lembre eu terminei uma conversa ou um assunto totalmente (coisas informais) até parece que minha vida é feita de reticências, sei lá sempre achei que as reticências me incomodavam mas por outro lado elas nos dão o poder de continuar de onde paramos, concorda?
mas poxa tenho tantos planos, todo mundo tem!
Dá vontade de jogar tudo pro alto e sair por aí, mas agora não posso me dar o luxo de fazer isso, não mesmo, antes disso vem a parte chata de construir alguma coisa primeiro pra poder jogar pro alto, mas por enquanto é só isso mesmo, vamos devagar saboreando o sorvete enquanto o carro não pára, né?



                                                                                                             Gabriela Duarte.
p.s: Sobre uma (ou quase) epifania matinal de um domingo normal...

Só saudade.

A saudade é tudo que tenho
Junto da nossa lembrança
A nossa foto ao meu lado traduz
O retrato do que fomos e a esperança

Preciso te rever, te tocar
Por alguns instantes te olhar
Não posso esquecer de esquecer
Que viver sem você não é viver

Te dei meus pés e estou sem meus passos
Como seguir sem calor se ele está em teus braços?
Não posso por fim ao fim que você me deu
Só posso sonhar com o que a gente viveu

A saudade não se reflete só ao passado
Se reflete na tradução do que está ao meu lado
Ao teu; ao nosso. Não é só saudade do amor, amizade
É saudade de tudo que foi nosso de verdade.

                                                                                                 Jean Lacerda.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Não é só amor de carnaval

Mais um ano se passou
E de novo carnaval,
Não sei o que o destino reservou
Preciso te ver, fazer meu sonho real

Meu coração precisa explodir
Com tanto sentimento transbordando
Sua dor irei substituir
Com esse amor que anda me sufocando

Eu quero te rever
A melhor lembrança que tenho
Nós dois juntos, um casal
Você; meu grande amor do carnaval

Preciso de ti, do seu puro sorriso
Pegar na sua mão e te sentir
Carnaval se foi mais me deu o paraíso
Sinta o que sinto, e não te deixarei partir

Estou aqui amor, estou tentando
Não estou contigo mas estou lutando
Pra todos ao redor estou proclamando
Você não é só amor de carnaval.

                                                                                                           Jean Lacerda.

domingo, 20 de março de 2011

Um clichê social





Nesse mundo de beleza superficial o sentimento é artificial...
Caras e bocas são expostas em bancas de jornal, 
Rótulos e marcas são seguidos a fio
pela juventude sem norte, 
os sons que tocam no rádio cibernético da era digital
faz, em quem ouve, uma lavagem cerebral.
Onde está aquela turma revolucionária dos anos mil novecentos e oitenta e tal?
Por que nos dias de hoje é tudo tão igual?
há quem faz por onde ser diferente, mas de verdade, na real?
é tudo uma questão de mente.

                                                        Gabriela Duarte.

quarta-feira, 16 de março de 2011

O grande medo de um ser corajoso.!

A lua não teme a escuridão
E os anjos não temem o mal
Em vôo livre nessa imensa depressão
Eu busco na queda enchergar o que é real

A dor causadora desse desastre
Um amor que acabou tão cedo
Tento não deixar que isso se alastre
E sigo perante ao medo

Me sinto como um rato
Perto de ti, uma gigante
Eu já fui grande, e nesse instante
Sou uma gota perdida no mar

Não temo a queda pois tenho forças
E nem o gigante pois tenho braços
Sou uma gota, gota de puro amor
E não um mar de ilusão

Eu não tenho medo do fim
De me perder e te encontrar em mim
Não tenho medo da vida, da ferida e da dor,
O que me amedronta, é um falso amor...

                                                                                                                 Jean Lacerda.!

sexta-feira, 11 de março de 2011

Meta, metano, mitose, metamorfose.

Minha euforia é tão grande que não cabe em mim mesma, 
Decidi soltar as amarras e me entregar ao novo, 
Ao desconhecido, ao inusitado, 
Estou adentrando num túnel de luz neon que me cega
E não me permite enxergar nem mesmo as brechas, 
Eu gosto disso, sempre gostei de tatear as coisas 
Pra saber quando é quente ou quando é frio e qual a textura de cada qual
Não sei te dizer quem sou agora.
Minha essência não mudou e meus valores continuam os mesmos,
Mas minhas idéias estão embaralhadas 
E minhas vontades são muitas e muitas outras, 
Sinceramente não sei onde vou chegar, talvez meu destino seja não chegar...
Só sei de uma coisa: eu quero o máximo do mínimo!

Meu corpo me diz a todo tempo sem pausa: eu estou mudando e me mandando...
        
                                                                                            Gabriela Duarte.

Tiquetaqueando na batida do coração.

Tinha suspirado, tinha olhado os olhos 
e desejado aquela pele vorazmente...
Era a primeira vez que lhe ocorriam aquelas vontades
 e seu desejo dilatava-se
Em meio aquele calor amoroso... 
Então mergulhou seu corpo quente no embalo daquele
Momento e atirou seus lábios ressequidos num beijo tépido;
Sentia um acréscimo de estima por si mesma 
e parecia-lhe que cada movimento
Condizia a um êxtase
e foi assim que lhe ocorreram as primeiras sentimentalidades
 enquanto a sua alma se cobria de um luxo radioso de sensações.


                                                                                         Gabriela Duarte.

quarta-feira, 2 de março de 2011

O efeito borboleta.

" Quem escreverá a história do que poderia ter sido?
O irreparável do meu passado, esse é que é o cadáver.
Se em certa altura
Tivesse voltado para a esquerda em vez da direita;
Se em certo momento
Tivesse dito sim em vez de não ou não em vez de sim;
Se em certa conversa
Tivesse dito as frases que só agora, no meio do sono elaboro –
Se tudo isso tivesse sido assim,
Seria outro hoje, e talvez o universo inteiro
Seria insensivelmente outro também.”

                                                                                                      Fernando Pessoa