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sábado, 31 de agosto de 2013

Namastê.

Livro-me de todas as cargas e pesares que pesam sobre meus ombros;
Livro-me de toda culpa e retenção;
Livro-me de toda insegurança que ousar pousar sobre mim,
Pois meu coração está purificado e minha mente descansa no berço esplendido das missões cumpridas.
Que nos dias de chuva meu sorriso seja sol;
Já que, nas tantas noites de verão, meu choro foi tempestade.
Repousarei sobre areias brancas num sono profundo e tranquilo, pois já doei tudo que tinha e agora oque me resta é descansar.
Assoviarei pra solidão enquanto escuto o vento passar, benzerei de lágrimas a liberdade do meu espirito quando o ciclo enfim se completar.
Não esperarei aflita no tic tac do relógio, uma vez que o tempo virou a desculpa dos tolos.

Me Perderei  entre as ondas de um mar de felicidades e serei grata por me saber serena.


                                                                                                            Gabriela Duarte.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Vai (ou volta), Zé!


Vai aos poucos, Vai de vez, vai como der pra ir, mas vai.
Fica não, que quando fica, para. E quando para não há vida, há acumulo..
Não se encha de nada, só de coragem mesmo. O resto vem (ou vai).
A vida é mesmo assim, Zé!
As pessoas cansam a gente quando se cansam delas mesmas.
Vai Zé, mas olha o mundo, levanta a cabeça..
Depois de olhar só pra dentro você precisa conhecer oque há.
Observar é bom, Zé
Quando a gente observa, a gente trás o mundo pra dentro de nós!

                                                                                                     Gabriela Duarte

domingo, 4 de agosto de 2013

Sorte.


Quando te vejo não penso mais em rosas;
Seu lindo olhar que antes me engolia, hoje vive a chegar as horas;
Seu abraço que outrora me aquecia, hoje é protocolo;
Me perco, me deito e só nas lembranças me consolo.

Na época que o tempo era pequeno, Eramos gigantes,
Brindávamos as noites com sorrisos e sabores,
Hoje já não sei oque nos fez tão vacilantes;
Meus olhos já não conseguem mais te ver a conduzir
Nosso volante.

Na época que eu sentia medo de altura
Tinha sua mão a me guiar;
Quando finalmente me convenceste a pular,
Em plena queda livre senti a solidão me abraçar
E no solo vi minha imunidade se espatifar.

Quantos momentos inesquecivelmente mágicos protagonizamos?
E quantas foram as promessas que quebramos?
Segui até depois do fim em um automóvel quase sem combustível
E depois do horizonte oque vivenciei foi incompreensível.

O verdadeiro amor não admite façanhas;
Pois para ser nutrido, com saúde, faz-se necessário
que sempre hajam sinceras barganhas.

                                                       
                                                                                                         Gabriela Duarte.