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domingo, 4 de agosto de 2013

Sorte.


Quando te vejo não penso mais em rosas;
Seu lindo olhar que antes me engolia, hoje vive a chegar as horas;
Seu abraço que outrora me aquecia, hoje é protocolo;
Me perco, me deito e só nas lembranças me consolo.

Na época que o tempo era pequeno, Eramos gigantes,
Brindávamos as noites com sorrisos e sabores,
Hoje já não sei oque nos fez tão vacilantes;
Meus olhos já não conseguem mais te ver a conduzir
Nosso volante.

Na época que eu sentia medo de altura
Tinha sua mão a me guiar;
Quando finalmente me convenceste a pular,
Em plena queda livre senti a solidão me abraçar
E no solo vi minha imunidade se espatifar.

Quantos momentos inesquecivelmente mágicos protagonizamos?
E quantas foram as promessas que quebramos?
Segui até depois do fim em um automóvel quase sem combustível
E depois do horizonte oque vivenciei foi incompreensível.

O verdadeiro amor não admite façanhas;
Pois para ser nutrido, com saúde, faz-se necessário
que sempre hajam sinceras barganhas.

                                                       
                                                                                                         Gabriela Duarte.


Lupa.



Procuro uma caneta, 
Encontro um lápis.
Tudo que permanece, não vale o esforço.
O que se apaga, se renova de acordo com sua vontade;
Vício que te faz cair, Amor que te faz afundar.
Você, se faz levantar, só você;
Apaga o novo, acende o velho.
Quanto critério pra se viver;
Quanta cobrança, só pra perceber;
Que o louco é todo você.
Já se olhou de dentro do espelho, só pra ver quem você é?
Certo ou errado, já escutou o Eu te chamar.
Mas não tinha ninguém em casa;
Saiu pra viajar, foi atrás do futuro;
Mas sem ninguém, preferiu voltar.
Pro passado, às vezes.
Sem poder mudar, se encontrou no presente.
Quanta passagem gasta pro mesmo lugar.
Não se necessita tanto pranto, pra se fazer escutar;
Todo silêncio deveria se ouvir;
O rosto que quer dividir.
Volta, meu filho.
Seu lugar é aqui. 



                                                                                                                Filipe Penno.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Epifania

Milhares de mundos existem em mim
Uns parecem pequenos, outros, não tem fim
Eles parecem saber mais quem sou, do que eu mesmo
AH! Que ironia, quando me olho e não me vejo...

Na epifania do meu ser as perguntas são sólidas
Id e Superego parecem brincadeiras,
Para fantasias mórbidas, que me molham os pelos e arrepiam a nuca,
Na epifania do meu ser o agora se torna o nunca

O que mais importa?
E o que deveria importar...
Sussurra minha mente ansiando como um cristão anseia pela fé.

Estive procurando resposta em meus sonhos
Estive perdido, procurei por procurar
Não reguei minhas melhores sementes
Pois minha água parece não purificar

A minha fonte da vida está intacta
Pura, virgem, como a dúvida que não foi dissipada
Inexplorada, continuamente por seus milhões de labirintos,
Andarei trilhando, para que acabem todas as dúvidas que sinto.


                                                                                                 Jean Lacerda.!