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sábado, 9 de abril de 2011

Chuva



Chove chuva, não para de chover...
Se chove chuva serena, o que se há de fazer?
A chuva me trás teus traços ao anoitecer
Se chuva fosse eu, meu eu molharia você?

Teu beijo de chuva, não vou esquecer...
Por que chuva sou eu, chuva é você,
Depois da chuva quero adormecer
Pra não morrer de saudades
Vou ver a chuva chover...

                                                              Gabriela Duarte

terça-feira, 5 de abril de 2011

Atrás da porta

Perdido, nas entrelinhas
Desse amor inconstante
Meu corpo no corpo seu
E meu coração em sua estante

Já não suporto ser maltratado
Por inconstâncias tão relevantes
Atrás da porta está o pecado
Dentre a beleza, as formas impuras e degradantes

Fórmulas perfeitas da adversidade
Com os olhos claros da ingenuidade
Se revela a parte mais sombria
De um ser que transmuta a dor em alegria

Foco, controle, manipulação
Esqueçamos isso, não choremos em vão
Atrás da porta existe um outro caminho
Triste e longo, onde cada um segue sozinho.

                                                                                                             Jean Lacerda.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Desejando não ser quem sou.

Eu só queria te esquecer
Não te ter hoje e nunca mais
Desopilar, espairecer
Quem sabe até não te ver jamais

Eu penso que, meu coração; é meu
E sinto que é teu...
Como pode isso?
Eu querer viver você, se você não quer me viver?

Anjos mentem para manter o controle
E talvez você não seja anjo nenhum
Então o porquê de tantas mentiras?
Se pra você não fiz mal algum?

Certezas eu tenho, que me maltratam
Ameaçam e machucam
Devaneios que não acabam
Enquanto minhas decisões me frustram

Por outro lado tenho toda a simplicidade
Sei o que me faz bem, trás felicidade
A vida é um pequeno jogo de xadrez
Sou o rei, a rainha e todas as peças de uma só vez.

                                                                                                            Jean Lacerda.