terça-feira, 19 de outubro de 2010
Nuvens de Avelã
Lembro dos sorrisos azuis e vermelhos, lembro do aparelho
Lembro dos perfumes dos cabelos recém lavados com cheirinho de lavanda,
Lembro dos abraços e dos joelhos arranhados.
Em meus ouvidos ainda soam o pular de corda e as músicas de São João...
Sinto o gosto do algodão doce e do sorvete colorido,
Lembro dos dias de carnaval...
Em meus olhos as curiosidades de uma nova descoberta e a ansiedade
Da próxima brincadeira,
Sinto suas mãozinhas segurando minhas mãozinhas...
Deitada na varanda observando as estrelas em tua companhia,
Tu te lembras das nossas musiquinhas?
Balinha de abacaxí, jujuba de hortelã, doce leite, saudades da infancia,
Meu sonho de criança!
Gabriela Duarte
sábado, 16 de outubro de 2010
Solidão
Olá, querida solidão. Há tanto tempo te sinto aqui querendo me dominar
Abri a porta e senti o frio, só não notei você entrar
Vá embora, vá embora solidão. Vá embora e me deixe só
Não tenha mais pena, não preciso da sua dó.
Amiga solidão, não; não vá embora não
Eu ficaria ainda mais só sem você aqui
Sem você, tristeza e dor a noite inteira
Com você a noite é rápida com uma simples bebedeira
Alegria, corpos nos corpos, amargura e solidão
Passo a passo eu alcancei teu coração
Antes a dor amiga. Hoje, amiga irmão.
Já não quero mais lembranças, memórias e sentimento
Solidão que me fez bem, hoje só me traz tormento
Se Deus já não é Deus, destruido eu ainda sou eu
Então abri os braços e gritei. Solidão; agora sou teu.
Jean Lacerda.
Abri a porta e senti o frio, só não notei você entrar
Vá embora, vá embora solidão. Vá embora e me deixe só
Não tenha mais pena, não preciso da sua dó.
Amiga solidão, não; não vá embora não
Eu ficaria ainda mais só sem você aqui
Sem você, tristeza e dor a noite inteira
Com você a noite é rápida com uma simples bebedeira
Alegria, corpos nos corpos, amargura e solidão
Passo a passo eu alcancei teu coração
Antes a dor amiga. Hoje, amiga irmão.
Já não quero mais lembranças, memórias e sentimento
Solidão que me fez bem, hoje só me traz tormento
Se Deus já não é Deus, destruido eu ainda sou eu
Então abri os braços e gritei. Solidão; agora sou teu.
Jean Lacerda.
domingo, 10 de outubro de 2010
Triste reencontro
Novamente a embriaguez do seu perfume
Aquelas mãos frias e úmidas que estavam a me tocar secaram
Não sei o que houve, mais nada é de costume
É estranho te ver e não sentir que teus lábios me tocaram
Todo aquele nosso brilho não se apagou, apenas está sem luz
A direção do amor e o tempo ecoaram com outras vozes
Teu corpo sedutor está em outros braços
Suas mãos em outras mãos, meu coração em suas mãos, minhas mãos sem mãos.
É como sentir um oi, com o ardor de um adeus
Teus beijos que tantas vezes foram meus, não são mais
Hoje só tenho as lágrimas, lágrimas e nada mais.
Adeus, só sem você eu seguirei
Estarei lá na mesma alameda esperando sua luz
Estarei lá esperando minhas mãos e meu coração junto a ti
Adeus minha amada, Adeus.
Jean Lacerda.
Jean Lacerda.
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