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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Raso Vão. (Razão)






Há meros devaneios rasos passeando em mim.

A dança das borboletas me diz que morrer não dói;

E quantas vezes já não morri em vida? Perdi a conta.

Me sinto, assim, como folha seca que o vento leva.

Paz, meu corpo clama por ti!

Talvez numa dessas ondas a maré te leve.

Mas não se perca na volta, é da sua volta que preciso.

A força do sentir violentou minha razão.

Mas esta ressuscitou e veio me acalentar.

Agradecida, caio de joelhos e agora ouço só o vento passar.

Nada quero pensar, nada tenho a dizer;

Só andar devagar e deixar que minh'alma se inunde de gratidão. 

O resto vem (ou vai).

Darei minha voz ao tempo que é mestre de todas as coisas. 

E ei de saber que nessa vida, absolutamente nada é em vão.


                                                                            Gabriela Duarte

sábado, 31 de agosto de 2013

Namastê.

Livro-me de todas as cargas e pesares que pesam sobre meus ombros;
Livro-me de toda culpa e retenção;
Livro-me de toda insegurança que ousar pousar sobre mim,
Pois meu coração está purificado e minha mente descansa no berço esplendido das missões cumpridas.
Que nos dias de chuva meu sorriso seja sol;
Já que, nas tantas noites de verão, meu choro foi tempestade.
Repousarei sobre areias brancas num sono profundo e tranquilo, pois já doei tudo que tinha e agora oque me resta é descansar.
Assoviarei pra solidão enquanto escuto o vento passar, benzerei de lágrimas a liberdade do meu espirito quando o ciclo enfim se completar.
Não esperarei aflita no tic tac do relógio, uma vez que o tempo virou a desculpa dos tolos.

Me Perderei  entre as ondas de um mar de felicidades e serei grata por me saber serena.


                                                                                                            Gabriela Duarte.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Vai (ou volta), Zé!


Vai aos poucos, Vai de vez, vai como der pra ir, mas vai.
Fica não, que quando fica, para. E quando para não há vida, há acumulo..
Não se encha de nada, só de coragem mesmo. O resto vem (ou vai).
A vida é mesmo assim, Zé!
As pessoas cansam a gente quando se cansam delas mesmas.
Vai Zé, mas olha o mundo, levanta a cabeça..
Depois de olhar só pra dentro você precisa conhecer oque há.
Observar é bom, Zé
Quando a gente observa, a gente trás o mundo pra dentro de nós!

                                                                                                     Gabriela Duarte