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sexta-feira, 26 de abril de 2013

Maio



Espero que meus dias chuvosos sejam alegres com um 1º de maio,
Que meus pés estejam sempre aquecidos assim como meu coração,
Espero nunca ficar desatenta ao canto dos pássaros
Quero ter a decência de não desperdiçar gentilezas
Que eu nunca perca a chance de fazer alguém sorrir
Espero além de tudo não me contagiar com as friezas alheias,
Pois não serei indiferente aos que amo
Quero ter braços e colo suficientes para suprir aos que me querem por perto
E que eu tenha a sorte de nunca me faltar uma mão ou um ombro
Sempre que o cansaço me bater e meus pés fraquejarem...
Todas as vezes que minha alma congelar que não falte fogo para reaquecê-la,
Que seja 6 de maio sempre que eu escrever meu nome numa árvore,
Espero olhar pra trás com a sensação de dever cumprido
E que das sementes que plantei floresçam árvores grandes, fortes e lindas
Que eu saiba cultivar as verdadeiras amizades, mesmo que distante,
Que o amor que trago comigo, não seque, que seja água corrente eternamente,
Que eu me atente aos detalhes e não promova desperdícios,
Que todo dia 28 de maio eu receba abraços calorosos, me sinta mais sábia
E mais bonita, mesmo daqui há 60 anos
Espero sempre relevar os pequenos erros, para que a vida seja leve
E a felicidade se eleve!


                                                                                                                Gabriela Duarte

sábado, 26 de janeiro de 2013

Velhos novos sentimentos


Não pude sentir essa explosão
Apenas o abalo que fez tremer meu coração
Sem perscrutar decidi apenas me conter
Adiando assim respostas essências para o meu viver

Confuso, me pego a questionar
E me recuso então a ter que aceitar
Que as dores da vida eu não posso curar
E os erros do passado eu já não possa apagar

Estremecido, minha carne sente a sua
Minhas memórias ainda estão vivas
O meu sangue tem seu DNA e enfim
A minha alma não habita mais em mim

Está perdida por aí tal como meus pensamentos
Tal como tudo aquilo que não vivemos
Tal como todos nossos lindos momentos
Tal como o adeus que nós não dissemos...

                                                                                    Jean Lacerda.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Rotina




De repente o dia virou noite e o sábado é terça-feira, oque houve? Confusão de pensamentos, sentimentos...

O som tá mudo e que silencio é esse que grita? Fui dormir tranquila e acordei a mil e acaba mais um dia e outra vez martelam vozes: “seja forte, fale alto, fale baixo, seja doce, seja dura, seja ágil, vá com calma, tenha pulso, seja menos agressiva” e outro dia acaba...

Iaí dia e então números e depois datas e então prazos e pessoas e vozes e sentimentos e finjo que estou funcionando, e sorriso e dorme e o dia acaba...

Nasce mais um sol e os horários não batem: se dormir muito perde a hora, se cumpre a hora perde o sono, e a hora acaba e o tempo voa, oque era o todo agora é parte, faz parte, seria isso algo como entrar pelas portas dos fundos de uma casa que já foi sua? Ou seria somente a maravilhosa inauguração de uma nova casa? E oque há dentro dessa casa?

Oque há com o céu? Tão azul parece feliz, porque as pessoas não se contagiam com essa felicidade?


                                                                                                                         
 Gabriela Duarte.