Milhares de mundos existem em mim
Uns parecem pequenos, outros, não tem fim
Eles parecem saber mais quem sou, do que eu mesmo
AH! Que ironia, quando me olho e não me vejo...
Na epifania do meu ser as perguntas são sólidas
Id e Superego parecem brincadeiras,
Para fantasias mórbidas, que me molham os pelos e arrepiam a nuca,
Na epifania do meu ser o agora se torna o nunca
O que mais importa?
E o que deveria importar...
Sussurra minha mente ansiando como um cristão anseia pela fé.
Estive procurando resposta em meus sonhos
Estive perdido, procurei por procurar
Não reguei minhas melhores sementes
Pois minha água parece não purificar
A minha fonte da vida está intacta
Pura, virgem, como a dúvida que não foi dissipada
Inexplorada, continuamente por seus milhões de labirintos,
Andarei trilhando, para que acabem todas as dúvidas que sinto.
Jean Lacerda.!
segunda-feira, 8 de julho de 2013
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Na dança do universo
Já sonolenta imagino o universo
E quantas são as estrelas que fazem meu céu mais bonito?
Sim sei que são apenas poeira cósmica,
Mas brilham e dançam
lindamente pra mim
De repente a lua me sorri, que linda sinfonia se faz no céu
essa noite estrelada
E diante de tamanha grandeza fecho os olhos e me lembro do
mar incessante e furioso, Trazendo suas ondas num indo e vindo infinito pra
lamber a praia,
Sorrio vagarosa e quase sem perceber quando penso na dança
dos coqueiros
embalados ao som do
vento , aaah como são lindos os coqueiros!
Há uma revoada de
pássaros a cruzar o céu, parecem um coral em sincronia..
Mas veja só o meu
tamanho diante disso, recolho-me então a insignificância de mera espectadora,
Me diga oque há com o
ser humano que o faz pensar ser dono
disso tudo?
Um alguém que destrói a natureza é o reflexo de um filho
ingrato que bate na mãe que lhe deu a vida e lhe acolheu!
Mas mesmo maltratada ela não se recusa a nos presentear com
um dia bonito e dançante, pássaros em coro, estrelas bailarinas e lua
sorridente que seguem num eterno compasso e sintonia que jamais conseguiremos
entender como se dá com tamanha perfeição e grandeza!
Gabriela Duarte.
Sonhando com a valsa
Meios-termos e água fria me afastam,
Eu gosto é das chamas, das gargalhadas que fazem doer a
barriga,
E do abraço apertado que encaixa os corpos latejando de
saudades,
Dos exageros dos apaixonados, eu gosto é dos excessos ,
Das bocas que se procuram ávidas pelo doce da saliva e
hálito quente deleitando-se em beijos demorados, Eu gosto dos pássaros..
Gosto da adrenalina que faz com que todos os meus sentidos
fiquem alerta,
Gosto dos cheiros fortes, me acabo no que é doce,
Me demoro, preguiçosa, quando no afago me pedes pra ficar,
Me morro de saudade
daquele antigo futuro,
Me dissolvo em lágrimas salgadas quando me pesa a mente,
Gosto dos olhos cansados daquele que me contemplava
silencioso,
Gosto das mãos trêmulas em noite de eclipse lunar,
E daquele bombom que se dissolve em minha boca com gosto de
lembrança...
Gabriela Duarte.
Assinar:
Postagens (Atom)


