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sexta-feira, 11 de março de 2011

Meta, metano, mitose, metamorfose.

Minha euforia é tão grande que não cabe em mim mesma, 
Decidi soltar as amarras e me entregar ao novo, 
Ao desconhecido, ao inusitado, 
Estou adentrando num túnel de luz neon que me cega
E não me permite enxergar nem mesmo as brechas, 
Eu gosto disso, sempre gostei de tatear as coisas 
Pra saber quando é quente ou quando é frio e qual a textura de cada qual
Não sei te dizer quem sou agora.
Minha essência não mudou e meus valores continuam os mesmos,
Mas minhas idéias estão embaralhadas 
E minhas vontades são muitas e muitas outras, 
Sinceramente não sei onde vou chegar, talvez meu destino seja não chegar...
Só sei de uma coisa: eu quero o máximo do mínimo!

Meu corpo me diz a todo tempo sem pausa: eu estou mudando e me mandando...
        
                                                                                            Gabriela Duarte.

Tiquetaqueando na batida do coração.

Tinha suspirado, tinha olhado os olhos 
e desejado aquela pele vorazmente...
Era a primeira vez que lhe ocorriam aquelas vontades
 e seu desejo dilatava-se
Em meio aquele calor amoroso... 
Então mergulhou seu corpo quente no embalo daquele
Momento e atirou seus lábios ressequidos num beijo tépido;
Sentia um acréscimo de estima por si mesma 
e parecia-lhe que cada movimento
Condizia a um êxtase
e foi assim que lhe ocorreram as primeiras sentimentalidades
 enquanto a sua alma se cobria de um luxo radioso de sensações.


                                                                                         Gabriela Duarte.

quarta-feira, 2 de março de 2011

O efeito borboleta.

" Quem escreverá a história do que poderia ter sido?
O irreparável do meu passado, esse é que é o cadáver.
Se em certa altura
Tivesse voltado para a esquerda em vez da direita;
Se em certo momento
Tivesse dito sim em vez de não ou não em vez de sim;
Se em certa conversa
Tivesse dito as frases que só agora, no meio do sono elaboro –
Se tudo isso tivesse sido assim,
Seria outro hoje, e talvez o universo inteiro
Seria insensivelmente outro também.”

                                                                                                      Fernando Pessoa