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sábado, 26 de janeiro de 2013

Velhos novos sentimentos


Não pude sentir essa explosão
Apenas o abalo que fez tremer meu coração
Sem perscrutar decidi apenas me conter
Adiando assim respostas essências para o meu viver

Confuso, me pego a questionar
E me recuso então a ter que aceitar
Que as dores da vida eu não posso curar
E os erros do passado eu já não possa apagar

Estremecido, minha carne sente a sua
Minhas memórias ainda estão vivas
O meu sangue tem seu DNA e enfim
A minha alma não habita mais em mim

Está perdida por aí tal como meus pensamentos
Tal como tudo aquilo que não vivemos
Tal como todos nossos lindos momentos
Tal como o adeus que nós não dissemos...

                                                                                    Jean Lacerda.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Rotina




De repente o dia virou noite e o sábado é terça-feira, oque houve? Confusão de pensamentos, sentimentos...

O som tá mudo e que silencio é esse que grita? Fui dormir tranquila e acordei a mil e acaba mais um dia e outra vez martelam vozes: “seja forte, fale alto, fale baixo, seja doce, seja dura, seja ágil, vá com calma, tenha pulso, seja menos agressiva” e outro dia acaba...

Iaí dia e então números e depois datas e então prazos e pessoas e vozes e sentimentos e finjo que estou funcionando, e sorriso e dorme e o dia acaba...

Nasce mais um sol e os horários não batem: se dormir muito perde a hora, se cumpre a hora perde o sono, e a hora acaba e o tempo voa, oque era o todo agora é parte, faz parte, seria isso algo como entrar pelas portas dos fundos de uma casa que já foi sua? Ou seria somente a maravilhosa inauguração de uma nova casa? E oque há dentro dessa casa?

Oque há com o céu? Tão azul parece feliz, porque as pessoas não se contagiam com essa felicidade?


                                                                                                                         
 Gabriela Duarte.

domingo, 28 de outubro de 2012

Homens ou animais, homens animais?

Entre a intenção do pensar e do agir
Meu coração palpita sensatez
Já não sei se devo ir ou vir
Só sei que chegou a minha vez

Estive me observando e buscando melhorar
Uma nova luta anda ocorrendo
Bem e mal invertem de lugar
Introspecção, já não resolve esse meu penar

A vida segue e a cada dia uma nova luta
Superações hoje se fazem rotina
Novas trocas já não possuem permuta
A beleza então escorre devagar

Com astúcia observo passos alheios
Surpreendo-me com segredos escancarados
Pois já não se há mais receio
Nesses jogos entre raposas e leopardos.

                                                                                                        Jean Lacerda.