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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Sentimentos variáveis

Plantasses uma flor em meu circo
E me fizeste de palhaço em teu jardim
Me transformasse no teu sol nessa chuva
No teu sol neste inverno sem fim

A vida inacabada
E o sofrimento sem dor
A paz no meio do guerra
Entre o namoro sem amor

O brinquedo que não se quebra
E o arco-íris incolor
O jogo fora da regra
Nestas transas sem pudor

Tudo agora é confusão
E em meio a tantas tristezas,
Bebedeiras e diversão,
Satisfeito e confuso, bate meu coração...

                                                                                                        Jean Lacerda.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Fases

Meus olhos não estão fechados
E eu não estou só, posso sentir
Na minha vida por todos os lados
Estão pessoas a entrar e sair

Meus olhos estão entreabertos
E está tudo desmoronando
Chorando por futuros incertos
Lamento o ar que estou respirando

Tudo já me é permitido
E é tão difícil ser seu próprio dono
As coisas que eu fui concebido
Pouco a pouco vão se afastando

Meus olhos estão abertos; eles estão
Mesmo assim não consigo me ver
Essa minha face de garotão
Que com um sorriso lindo faz pessoas sofrer

Sei que esse não sou eu, irreconhecível
Então me questiono diariamente
Porque nem com meus olhos abertos,
Será que eu consigo seguir em frente?

Essas fases de olhares se transmutam
A cada dia em meu coração
Pra onde está indo a minha vida
Se posso sentir as lágrimas da perfeição.

                                                                                                               Jean Lacerda.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

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"Essa vida viu, Zé. Pode ser boa que é uma coisa. 
Já chorei muito, já doeu muito esse coração. 
Mas agora tô, ó, tá vendo? De pedra.
Nem pena do mundo eu consigo mais sentir. 
Minha pureza era linda, Zé, mas ninguém entendia ela,
Ninguém acolhia ela. Todo mundo só abusava dela.
Agora ninguém mais abusa da minha alma 
Pelo simples fato de que eu não tenho mais alma nenhuma. 
Já era, Zé. É isso que chamam de ser esperto? Nossa, 
Então eu sou uma ninja.
Bate aqui no meu peito, Zé? Sentiu o barulho de granito? 
Quebrou o braço, Zé? Desculpa!"


                                                                            Tati Bernardi.